Projeto da nova quadra: estrutura mais funcional para ensaios, eventos e ações comunitárias O prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou, nesta quinta-feira (29), do anúncio das obras de construção da nova quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, na Gamboa, região portuária da cidade. Com investimento de R$ 13,5 milhões, o terreno de aproximadamente 2.500 metros quadrados, localizado próximo à Cidade do Samba, faz parte das ações municipais voltadas ao fortalecimento do Carnaval e da cadeia produtiva cultural da cidade.
— Carnaval não é só o momento incrível desses dias, da semana do Carnaval propriamente dita, mas as escolas de samba são instituições que dão identidade à nossa cidade —, destacou o prefeito Eduardo Paes
A obra será executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, com prazo estimado de nove meses para conclusão. A iniciativa tem como objetivo ampliar a infraestrutura permanente das escolas de samba, permitindo o uso dos equipamentos culturais ao longo de todo o ano.
No térreo, o projeto prevê a implantação de uma quadra coberta, palco, depósito de bateria, camarim e pátio descoberto. O espaço contará ainda com loja, bilheteria, três bares, cozinha, posto médico com acesso exclusivo para ambulância, banheiros feminino, masculino e para pessoas com deficiência, além de elevador.
No pavimento superior, estão previstos jirau com camarote, setor administrativo, banheiros, terraço descoberto e bar de apoio. Toda a estrutura foi projetada para garantir acessibilidade, segurança e conforto, em conformidade com as normas técnicas vigentes.
— Isso vai mudar tudo na história da Unidos da Tijuca. Vai favorecer a comunidade, o turista, os profissionais, vai gerar mais emprego. Vai ser uma quadra que vai funcionar o ano inteiro, 365 dias por ano —, destacou Fernando Horta, presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca.
Com a nova quadra, a Unidos da Tijuca passará a contar com uma estrutura mais funcional, preparada para receber ensaios, eventos culturais e ações comunitárias ao longo do ano. O equipamento contribui para a sustentabilidade institucional da escola, fortalece a geração de emprego e renda e valoriza os profissionais envolvidos na produção do Carnaval.


Legado permanente
O Carnaval do Rio passou a ser tratado como política pública permanente, com investimentos estruturantes que permanecem na cidade muito além dos dias de desfile. A criação da Fábrica do Samba Rosa Magalhães, em andamento na Zona Portuária, é o maior símbolo desse legado. Um complexo moderno, sustentável e integrado ao espaço urbano, com investimento de R$ 156 milhões que amplia a infraestrutura das escolas da Série Ouro e fortalece a cadeia produtiva do Carnaval ao longo de todo o ano. Somam-se a isso a recuperação e modernização de equipamentos históricos, como o Terreirão do Samba e a Cidade do Samba, reforçando a lógica de equipamentos culturais permanentes a serviço da cultura popular e das comunidades.
A reforma do Sambódromo, finalizada em 2012, mostra essa visão de futuro. Naquele ano, a Prefeitura promoveu a expansão da Passarela do Samba, com a adição de cerca de 12,5 mil novos lugares, preparando o equipamento tanto para o Carnaval quanto para os Jogos Olímpicos de 2016. A intervenção incluiu a demolição do antigo prédio da Brahma no Setor 2, a reconstrução do setor e a construção de novas arquibancadas, equilibrando os lados par e ímpar da Marquês de Sapucaí. A capacidade total passou de aproximadamente 60 mil para 72,5 mil espectadores, com a entrega da chamada Nova Passarela do Samba, respeitando o desenho original de 1984, com arquibancadas simétricas e melhor visibilidade.
Mais recentemente, na Marquês de Sapucaí, o Sambódromo passou por uma nova etapa de requalificação estrutural e operacional: implantação de iluminação cênica, reorganização do sistema de som com dutos subterrâneos, recapeamento asfáltico e melhorias de drenagem. Além disso, avanços operacionais como o reforço da segurança, o uso de tecnologia integrada, a criação da Ronda Maria da Penha e a organização digital do trabalho dos ambulantes ampliaram a eficiência, a segurança e o cuidado com quem faz o Carnaval acontecer.
Esse conjunto de entregas consolidou o Carnaval como motor econômico, cultural e social da cidade. A festa passou a gerar empregos, renda e arrecadação de forma contínua, com crescimento da movimentação econômica, que chegou a R$ 5,7 bilhões em 2025, maior autonomia financeira das escolas e fortalecimento dos territórios onde o Carnaval acontece, da Sapucaí à Intendente Magalhães, dos bailes populares aos blocos de rua. Mais do que realizar desfiles, o Rio estruturou um Carnaval que deixa legado urbano, cultural e econômico permanente, reafirmando a festa como patrimônio vivo da cidade e parte essencial do seu desenvolvimento.
