A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou 45 prisões decorrentes do cumprimento de mandados judiciais, além de 120 mandados de busca e apreensão, 239 visitas tranquilizadoras e apreendeu dez armas de fogo na terceira fase da operação Amparo, voltada à proteção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres em todo o estado.
Os mandados são fruto de investigações realizadas pelas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam) da PCMG, que mobilizaram as equipes para realizar também visitas tranquilizadoras em casos relacionados a denúncias de crimes no âmbito da Lei Maria da Penha.
O objetivo é resguardar as vítimas com medidas protetivas vigentes, identificar eventual descumprimento de medidas protetivas de urgência, localizar eventuais armas de fogo e responsabilizar os agressores. O governador Mateus Simões celebrou a efetividade das ações.
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“Fizemos as visitas tranquilizadoras, que são aquelas em que a Polícia Civil vai até as mulheres que têm medidas protetivas em vigência, para entender se a mulher está segura, se o homem não tentou se aproximar. É uma forma de tranquilizar estas mulheres e, obviamente, caso algum problema seja percebido, toma-se a providência policial imediatamente”, explicou o governador de Minas Gerais.
A terceira etapa da operação, realizada em Belo Horizonte e nos 19 departamentos da PCMG em todo o estado, mobilizou um efetivo de aproximadamente 520 policiais e 170 viaturas ao longo do Mês da Mulher. A primeira e a segunda fases da operação Amparo ocorreram em agosto e novembro de 2025, respectivamente.
Na Região Metropolitana (RMBH), a ação foi executada por equipes das unidades especializadas que integram o Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). Nos demais municípios, pelas Deams e delegacias locais.
Entre as ações de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres no estado, a PCMG intensificou também a atuação preventiva com policiais civis das Deams, por meio de campanhas educativas, palestras, eventos e capacitações.
De acordo com a chefe da Polícia Civil, delegada-geral Letícia Gamboge, antes de deflagrar mais uma fase da operação Amparo, nessa terça-feira (31/3), foram realizadas ações de combate efetivo voltadas à proteção das mulheres.
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Ainda segundo a chefe da instituição, o objetivo da PCMG é resguardar mulheres e meninas, levar informação, conscientizar sobre a importância de denunciar e atuar para acolher e amparar as vítimas nas unidades policiais, trabalho enfatizado pelo governador do Estado.
“Eu vou atrás de cada agressor de mulher deste estado, e volto a fazer o pedido que já fiz na imprensa algumas vezes aos filhos: denunciem os pais ou companheiros das suas mães que estejam praticando qualquer tipo de violência contra elas. Pode fazer a denúncia sigilosa, anônima. Ligue para a polícia, estamos prontos para fazer essa intervenção”, reforçou Simões.
