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Flautista Renan Rezende mistura choro, forró e baião no Sabadinho Bom deste final de semana

O palco do Sabadinho Bom recebe, neste final de semana, o flautista Renan Rezende, que vai brindar o público com choro, mesclando com ritmos que remetem ao período junino como o forró e o baião. O evento, realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), acontece na Praça Rio Branco, Centro Histórico da cidade, a partir das 12h30 deste sábado (9) e é gratuito.

“É sempre uma alegria anunciar um novo Sabadinho Bom lá na Praça Rio Branco, um território que está consolidado como uma referência simbólica e da identidade das culturas de João Pessoa. Todo sábado, o morador da cidade e o turista já se habituaram a frequentar a nossa festa porque é um momento de celebração da boa música e de encontro de gerações”, observou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

O Sabadinho Bom – conforme o diretor – tem sido uma experiência cultural: “Mas é, principalmente, uma experiência socioantropológica sobre a própria cidade de João Pessoa e consegue manter viva a ocupação do Centro Histórico. Então, ficamos muito contentes, sobretudo, neste ciclo junino porque estamos valorizando também músicos que tocam além do choro, do samba e forró”, acrescentou.

Para o músico, o Sabadinho Bom é uma iniciativa fundamental para a cultura da cidade. “O Sabadinho Bom não é só um evento musical, é uma ação contínua de ocupação cultural do Centro Histórico, que cria vínculo entre a cidade, os artistas e o público. É um espaço que valoriza a música instrumental e o choro, mas também abre possibilidades para outros repertórios que dialogam com essa tradição. Manter esse projeto ativo é, ao mesmo tempo, preservar memória e incentivar a produção artística local no presente”, avaliou Renan Rezende.

O repertório parte do choro e do samba instrumental, que são a base do Sabadinho Bom, mas propõe um trânsito por outras sonoridades da música brasileira. “A gente intercala com forrós e baiões também instrumentais, criando esse diálogo entre diferentes matizes sonoras, sempre com a flauta como eixo condutor. Em alguns momentos, o show também abre espaço para o canto, ampliando ainda mais essa dinâmica”, pontuou.

Na lista de músicas, o artista incluiu clássicos como Brasileirinho, de Waldir Azevedo, e Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, além de obras de compositores como Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth. Também entram forrós e baiões tradicionais, além de arranjos próprios e algumas surpresas que vão surgindo no decorrer do show.

Ao lado de Renan Rezende, na flauta transversal, estarão no palco os músicos Luis Umberto no violão de 7 cordas, Lucas Wanderley no cavaquinho, Carlos Moura no pandeiro e voz. Conforme Rezende, esta é uma formação bastante orgânica, que permite transitar com liberdade entre o choro, o samba e outras vertentes da música brasileira.

“A expectativa é de um encontro vivo, com troca real com o público. O Sabadinho tem essa característica muito forte de proximidade, e isso impacta diretamente na forma como a gente conduz o show. A ideia é construir um momento coletivo, em que o repertório vá se abrindo também a partir da energia do público”, concluiu.

O artista – A trajetória do flautista Renan Rezende está ligada à prática e à pesquisa em música brasileira, transitando entre diferentes contextos. Ele atua como flautista em projetos que vão desde a música de concerto até tradições populares, como as bandas de pífanos, além de desenvolver um trabalho acadêmico voltado para essas relações. Esse percurso tem sido justamente um esforço de aproximação entre esses universos, buscando ampliar as possibilidades de atuação do instrumento e os modos de pensar e fazer música.

Samba na Praça – O projeto Samba na Praça, que também acontece na Praça Rio Branco, começa logo depois do Sabadinho Bom e sempre leva muito samba para o público. O repertório envolve grandes sucessos de nomes como Zeca Pagodinho, Alcione, Fundo de Quintal, Martinho da Vila, Revelação, Exaltasamba, Almir Guineto, Beth Carvalho, Ferrugem e Leci Brandão.

Os músicos são Josinaldo Nascimento na voz, Figueiredo no cavaco, Naldão no surdo, Jefferson no violão, Erisvaldo no pandeiro, Mário e Renan no tantan, Luan, Naldo e Jorge no reco-reco, Chida no vocal.

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