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Rio alcança redução histórica da incidência de sífilis congênita – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Pela primeira vez em 11 anos, a cidade do Rio de Janeiro registrou a menor taxa de incidência de sífilis congênita em crianças menores de um ano. Na série histórica de 2014 a 2025, a taxa caiu de 16,3 casos por 1.000 nascidos vivos (1.465 casos) para 9,5 casos por 1.000 nascidos vivos em 2025 (555 casos), refletindo uma redução sustentada pelo terceiro ano consecutivo. O resultado evidencia os avanços da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na qualificação do cuidado materno-infantil e no fortalecimento das ações de prevenção da transmissão vertical da sífilis.

O levantamento inédito foi realizado pela Superintendência de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida principalmente por relações sexuais desprotegidas. Quando a gestante está infectada, a doença pode ser transmitida ao bebê durante a gestação, caracterizando a sífilis congênita.

Dois fatores foram fundamentais para os resultados alcançados: o fortalecimento do fluxo de vigilância e a implementação do Monitor da Gestante Carioca. O município investiu na qualificação da assistência pré-natal, na captação precoce das gestantes e na ampliação do acesso à testagem. Também incorporou tecnologias que permitem o monitoramento contínuo da situação epidemiológica, com base em indicadores de detecção, incidência, distribuição territorial e perfil sociodemográfico das gestantes, subsidiando ações mais oportunas e qualificadas pelas equipes de saúde.

O Monitor da Gestante Carioca tem permitido o acompanhamento oportuno da sífilis desde o diagnóstico até a conclusão do tratamento durante o pré-natal. Desenvolvido pelo Núcleo de Inteligência Assistencial da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, o sistema foi lançado em outubro de 2025 e reúne informações detalhadas sobre todas as gestantes acompanhadas nas clínicas da família (CF) e nos centros municipais de saúde (CMS), incluindo histórico integrado de atendimentos, idade gestacional, número de consultas de pré-natal e tratamentos em curso. Capaz de identificar vulnerabilidades e necessidades específicas de cada território, o Monitor tornou-se um importante aliado das equipes de saúde na prevenção da transmissão vertical da sífilis.

– A redução dos casos de sífilis congênita é um avanço que vem se consolidando e está cada vez mais associada ao cuidado e à vigilância realizados pelos profissionais da Atenção Primária. Trata-se de um agravo totalmente evitável e com tratamento disponível nas clínicas da família. Estamos avançando rumo à eliminação da sífilis congênita na cidade do Rio de Janeiro, resultado do compromisso da Secretaria Municipal de Saúde e do trabalho desenvolvido por toda a nossa rede de atenção – destaca o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.

Do rastreio ao cuidado integral

O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão da sífilis, especialmente entre pessoas em idade reprodutiva, reduzindo o risco de infecção durante a gestação. Muitas vezes assintomática, a doença pode causar consequências graves, como abortamento, parto prematuro, natimortalidade e complicações neurológicas no bebê.

No município do Rio de Janeiro, durante o pré-natal são realizadas testagens de rastreamento para sífilis e outras ISTs em diferentes momentos da gestação, conforme os protocolos assistenciais. O diagnóstico pode ser realizado já na primeira consulta de pré-natal, muitas vezes no momento da confirmação da gravidez, por meio de testes rápidos. Além da sífilis, também são investigadas outras infecções, como HIV e hepatites B e C, que podem ser transmitidas ao bebê durante a gestação.

Após o diagnóstico, o tratamento é iniciado imediatamente, conforme o estágio clínico da doença, utilizando benzilpenicilina benzatina, medicamento seguro e eficaz para a gestante e o bebê. Durante todo o pré-natal, a gestante recebe acompanhamento contínuo pela equipe da sua CF ou CMS, com realização de exames, orientações e monitoramento da evolução clínica.

Quando há exposição do bebê ao risco de sífilis, mesmo nos casos em que a gestante realizou tratamento adequado durante o pré-natal e não há confirmação diagnóstica da infecção após os exames realizados no parto, a criança permanece em acompanhamento pela equipe de referência durante a puericultura. Nos casos de sífilis congênita, o acompanhamento é compartilhado com serviços especializados, permitindo a detecção precoce e o manejo oportuno de possíveis complicações relacionadas à doença.

A redução histórica da incidência de sífilis congênita reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde com a qualificação da assistência pré-natal, o fortalecimento da vigilância e a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, aproximando o município da meta de eliminação da transmissão vertical da doença.

Categoria:

  • 23 de julho de 2026
  • Marcações: infecção sexualmente transmissível IST sífilis congênita Treponema pallidum

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