Além da saída dos dois ex-membros da direção, o CGIC teve mudança na presidência. Manoel Cordeiro, que havia pedido para sair, foi exonerado do cargo de presidente do conselho. Com isso, Marcelo Macedo, VP de relacionamento com a SAF, conhecido como Tangerina, foi nomeado presidente interino do CGIC.
VP é escanteado
O ge apurou que Renato Brito perdeu influência dentro do Vasco com a atual diretoria. Pedrinho e o restante do grupo político que comanda o clube não confiam mais no 2º Vice-Presidente geral. Ele fazia parte de um grupo chamado “G5 – CRVG” com outros quatro diretores que foram exonerados no último mês. O grupo é visto como dissidente da atual gestão.
Após o vazamento de prints deste grupo, em conversas depois do afastamento de Pedrinho pela Justiça, Renato ficou exposto com a cúpula da gestão. O episódio não caiu bem. A direção de Pedrinho rompeu totalmente com todos os membros deste grupo. Veja a lista abaixo.
- Silvio Roberto Vieira Almeida — Vice-Presidente de Finanças
- Raphael Travassos de Souza Avellar “Pulga” — Vice-Presidente de História e Responsabilidade Social
- José Luiz Trinta — VP de integração
- Luis Guedes — VP de Engenharia e Obras
Em contato com o ge, Renato Brito disse que o print estava descontextualizado e afirmou que todas as discordâncias sobre a gestão já haviam sido comunicadas a Pedrinho. Ele disse que se sentiu injustiçado no período.
— O print está descontextualizado, como eu já disse. O grupo existe desde agosto de 2025 e tratava de temas da gestão do CRVG. Meu celular está à disposição, como falei a todos, sobre isso e outros temas. Tudo que discordava, sinalizei ao Presidente (a quem tenho muito apreço e carinho), de forma reservada e institucional. Nunca fui ouvido sobre o tema e me sinto injustiçado, mas sigo à disposição.
Em publicação nas redes sociais, há exatamente um mês, Renato Brito afirmou que o grupo era de gestão do clube associativo. No print que despertou a polêmica entre os diretores do Vasco, Renato se referia ao relatório que Samantha Longo, então interventora nomeada pela Justiça, enviaria ao juizado sobre a situação da SAF do clube depois da intervenção.
Pessoas do dia a dia vascaíno enxergavam as trocas de mensagens no grupo como um movimento contra Pedrinho, o que foi negado por Renato Brito. Os prints foram publicados inicialmente pelo jornalista Cauê Rodrigues.
Com isso, Renato Brito foi afastado de suas funções administrativas e está fora da liderança do projeto que tocava a reforma de São Januário. A responsabilidade será de um conselho, que tem, entre outros membros, Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, Thiago Nascimento, assessor da presidência, e Gustavo Rabelo, VP de tecnologia e inovação.
O grupo de trabalho realiza a interlocução sobre o projeto e próximos passos da reforma. Como presidente da Assembleia Geral do Vasco, Belaciano conduziu votações consideradas fundamentais para o andamento da reforma.
O projeto não teve avanços significativos nos últimos meses. As obras estão paradas porque o Vasco depende da venda do potencial construtivo.
O clube trabalha, neste momento, com um orçamento de R$ 800 milhões para que a revitalização de São Januário seja sustentável. O valor não é definitivo, mas representa uma nova estimativa: no início do projeto, o custo previsto era de R$ 500 milhões.
O aumento se deve, segundo apuração do ge, à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há bastante tempo. A principal fonte de receita projetada para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras formas de captação não estejam descartadas.
O clube não indica uma previsão para o início das obras e aguarda os próximos passos da compra do terreno.
Fonte: ge
