Mudança no Uniclass revela uma nova estratégia do banco, enquanto o The Essential pode seguir o mesmo caminho no Personnalité
Ter um cartão Black ou Visa Infinite já foi sinônimo de acesso facilitado às salas VIP dos aeroportos. Porém, essa realidade está mudando. O Itaú é um dos bancos que vem deixando cada vez mais claro que o cartão, sozinho, pode não ser suficiente para garantir todos os acessos gratuitos.
No caso do Itaú Uniclass, o banco passou a relacionar parte dos benefícios de salas VIP ao nível do cliente no Minhas Vantagens e ao valor da fatura. Na prática, o relacionamento e os gastos passaram a pesar diretamente na quantidade de acessos disponíveis.
E essa mudança pode ser importante para entender o futuro dos cartões premium do banco.
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Salas VIP dos aeroportos entram em colapso com filas e lotação, e cartão premium já não garante lugar
O próximo produto que merece atenção é o Personnalité The Essential, que deverá ocupar uma posição intermediária dentro da linha premium do Itaú.
Segundo o especialista em cartões Premium do Viagem Black, Hugo Reis, isso também é chamado, em conceito aberto desenvolvido pelo próprio de NOVO NORMAL em cartões.
Embora as regras definitivas ainda não estejam confirmadas, o modelo adotado pelo banco no Uniclass levanta uma possibilidade: o acesso às salas VIP do The Essential também poderá estar relacionado ao nível de relacionamento e aos gastos do cliente.
Itaú começa a separar cartão premium de acesso automático à sala VIP
A principal mudança está justamente na lógica utilizada pelo banco.
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Itaú atualiza tabela de cartões e uma novidade chama atenção: The Essential chega ao Personnalité
Antes, o consumidor costumava olhar apenas para o cartão:
“Tenho um Black, então tenho sala VIP.”
Agora, a conta começa a ser diferente:
cartão + relacionamento + gastos = benefícios.
No Uniclass Pontos+, por exemplo, o cliente pode alcançar até quatro acessos gratuitos anuais dependendo de sua situação no Minhas Vantagens.
Quem está no nível 5 pode obter os quatro acessos desde que a última fatura tenha valor superior a zero e esteja em dia.
Já os clientes dos níveis 1 a 4 precisam ter uma última fatura fechada de pelo menos R$ 4 mil, também sem atraso.
Ou seja: o Itaú já está utilizando o gasto como um dos filtros para liberar benefícios de viagem.
O Itaú Uniclass Mastercard Black é um dos exemplos mais interessantes.
O cartão continua oferecendo acesso gratuito e ilimitado às Salas Mastercard Black localizadas no Terminal 3 de Guarulhos, conforme as condições atuais informadas pelo banco.
Além disso, existe o acesso à rede Mastercard Airport Experiences, dentro das regras do programa.
A diferença está justamente na forma como esses benefícios são distribuídos.
Para as demais salas da rede, entram em jogo as condições do Minhas Vantagens, incluindo o nível do cliente e o valor da fatura.
Isso cria uma estrutura bastante clara:
Quanto maior o relacionamento e o uso do cartão, maior tende a ser o acesso aos benefícios.
O Uniclass Visa Infinite segue uma lógica semelhante.
O Itaú informa que clientes que atingem o nível 5 do Minhas Vantagens podem ter dois acessos gratuitos à rede DragonPass/Visa Airport Companion.
Já o Plano Pontos+ pode chegar a quatro acessos anuais, dependendo das condições estabelecidas pelo programa.
Por isso, quem possui o cartão precisa ficar atento não somente à categoria Visa Infinite, mas também ao plano contratado e ao seu nível de relacionamento com o banco.
Essa talvez seja a principal transformação promovida pelo Itaú.
O consumidor precisa começar a analisar três fatores:
1. Qual cartão você possui?
Black, Infinite, The One, World Legend ou The Essential.
2. Qual é o seu nível de relacionamento?
O Minhas Vantagens ganha importância cada vez maior.
3. Quanto você gasta?
A fatura pode determinar se determinados benefícios serão liberados.
No Uniclass, isso já acontece de forma concreta.
É justamente aqui que o novo Itaú Personnalité The Essential chama atenção.
O cartão deverá ficar abaixo do The One dentro da hierarquia do Personnalité e terá uma anuidade prevista de R$ 80 por mês, ou R$ 960 por ano.
Isso coloca o produto em uma posição interessante.
Ele terá a marca Personnalité, mas não deverá entregar exatamente o mesmo pacote dos cartões mais sofisticados do banco.
Por isso, existe uma possibilidade de que o Itaú utilize uma estrutura semelhante à do Uniclass:
- nível de relacionamento;
- valor da fatura;
- gastos;
- investimentos;
- quantidade de acessos;
- benefícios progressivos.
Mas é importante separar expectativa de informação oficial.
As regras específicas de salas VIP do The Essential ainda não estão confirmadas. Portanto, não é correto afirmar que o cartão necessariamente terá uma meta de gastos para liberar os acessos.
Essa é uma das principais dúvidas sobre o novo cartão.
Se o Itaú já utiliza níveis e gastos para controlar os benefícios do Uniclass, é possível imaginar que o mesmo conceito seja levado para o Personnalité.
Uma estrutura possível seria:
nível mais baixo → poucos ou nenhum acesso
nível intermediário → quantidade limitada de acessos
nível mais alto → mais acessos
E o volume de gastos poderia ser utilizado como um dos critérios.
Novamente, trata-se de uma possibilidade baseada na tendência observada no Uniclass, e não de uma regra oficial já divulgada para o The Essential.
A resposta está principalmente na popularização das salas VIP.
Nos últimos anos, cartões premium se multiplicaram e o acesso às salas passou a ser um dos principais argumentos de venda desses produtos.
O problema é que muitas salas começaram a enfrentar aumento de demanda e lotação.
Quando isso acontece, um benefício que deveria representar exclusividade pode acabar significando filas, falta de assentos e uma experiência muito inferior à esperada.
É justamente por isso que os bancos passaram a buscar mecanismos para controlar melhor a utilização das salas.
A discussão fica ainda mais interessante quando chegamos à Sala Pedra Preta, localizada no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A sala é um dos principais símbolos da estratégia premium do Itaú.
Porém, circulam no mercado relatos de que a unidade estaria enfrentando momentos de maior lotação e aumento da demanda.
A partir disso, começaram a surgir especulações sobre possíveis mudanças na política de acesso.
Uma das possibilidades comentadas é que clientes de determinados níveis, incluindo referências ao The One, poderiam eventualmente ter o acesso condicionado à ocupação da sala.
Mas existe uma ressalva importante.
Não há confirmação oficial do Itaú de que essa mudança tenha sido implementada.
Portanto, qualquer informação sobre bloqueio de acesso por lotação deve ser tratada, neste momento, como rumor de mercado.
Essa é uma das perguntas que mais chamam atenção.
Até o momento, a resposta é:
Não há confirmação oficial de que isso tenha acontecido.
O que existe são informações circulando no mercado sobre a possibilidade de controle de acesso em momentos de alta ocupação.
Se uma regra desse tipo fosse efetivamente adotada, seria uma mudança bastante significativa, especialmente porque o The One é um dos principais cartões do Itaú Personnalité.
Por enquanto, porém, não devemos transformar esse rumor em regra.
A discussão vai muito além do Itaú.
Durante anos, a lógica foi:
Cartão Black = sala VIP
Agora, o mercado parece caminhar para:
Cartão Black + condições = sala VIP
Isso muda completamente a forma como o consumidor deve avaliar um cartão.
Não basta olhar para a bandeira ou para a categoria.
É necessário descobrir:
Qual é a minha meta de gastos?
Qual nível preciso atingir?
Quantos acessos realmente tenho?
O acesso é ilimitado ou condicionado?
Existe diferença entre o titular e os acompanhantes?
O exemplo do Itaú é bastante objetivo.
No Plano Pontos+, clientes dos níveis 1 a 4 precisam ter uma última fatura fechada de pelo menos R$ 4 mil para alcançar os quatro acessos gratuitos anuais.
No nível 5, a regra é diferente: basta uma fatura superior a zero, desde que esteja em dia.
Isso mostra que o banco já criou uma espécie de barreira de utilização.
Não é mais apenas:
“Você tem o cartão?”
É:
“Você tem o cartão e utiliza o cartão da maneira que o banco considera suficiente?”
O The Essential será um produto importante para observar.
Com uma anuidade prevista de R$ 960 por ano, ele ficará abaixo dos cartões mais sofisticados do Personnalité.
Se recebesse exatamente os mesmos benefícios dos produtos superiores, poderia acabar criando uma diferença pequena demais entre os cartões.
Por isso, uma estrutura escalonada faria sentido:
mais relacionamento = mais benefícios.
mais gastos = mais benefícios.
nível mais alto = maior acesso.
Mas, novamente, essa é uma análise baseada na estratégia que o Itaú já demonstra no Uniclass. Ainda não é uma regra confirmada para o The Essential.
Não necessariamente.
Mas existe uma mudança clara de conceito.
O mercado parece estar deixando para trás a ideia de:
“Cartão premium significa acesso irrestrito.”
E caminhando para:
“Cartão premium significa acesso condicionado às regras do banco.”
Para quem realmente utiliza o cartão, mantém relacionamento e alcança os critérios exigidos, isso pode não representar um grande problema.
Já para quem escolheu o cartão exclusivamente para entrar em salas VIP, a mudança merece bastante atenção.
Existem quatro pontos fundamentais:
1. Minhas Vantagens
O nível de relacionamento pode determinar quais benefícios estarão disponíveis.
2. Valor da fatura
No Uniclass Pontos+, os R$ 4 mil já aparecem como critério para os níveis 1 a 4.
3. Regras definitivas do The Essential
Será necessário acompanhar as condições oficiais de pontuação, salas VIP e relacionamento.
4. Lotação da Pedra Preta
Qualquer alteração oficial na política de acesso poderá mudar bastante a percepção de valor dos cartões premium do Itaú.
O Itaú está deixando cada vez mais evidente uma mudança na maneira como administra seus benefícios de viagem.
No Uniclass, os cartões Mastercard Black e Visa Infinite já mostram que ter um cartão premium não significa necessariamente ter acesso máximo às salas VIP.
No Plano Pontos+, o banco relaciona os acessos ao Minhas Vantagens e ao valor da fatura.
Agora, o mercado aguarda para saber como essa estratégia poderá afetar o The Essential.
O novo cartão Personnalité surge justamente nesse momento de transformação. Seu posicionamento e sua anuidade indicam que ele provavelmente terá uma estrutura de benefícios diferente dos cartões mais caros do banco, mas as regras de sala VIP ainda precisam ser oficialmente conhecidas.
Enquanto isso, os rumores sobre a Pedra Preta e possíveis restrições relacionadas à lotação devem ser tratados com cautela. Até o momento, não há confirmação oficial de que o The One ou outros cartões tenham perdido o acesso por causa da ocupação da sala.
O que já está confirmado é a mudança no Uniclass.
E talvez essa seja a maior pista de que o futuro dos cartões premium será cada vez menos baseado simplesmente na categoria Black ou Infinite — e cada vez mais baseado em quanto o cliente se relaciona e gasta com o banco.
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