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Gerente do Itaú Personnalité ‘dispensa’ cliente de mais de 20 anos de banco por ele solicitar encerrar um cartão

Quando o gerente “demite” o cliente: o caso que está gerando debate entre clientes Personnalité

O relacionamento entre bancos e clientes de alta renda sempre foi construído com base em um conceito simples: reciprocidade.

O cliente concentra investimentos, movimenta sua conta, contrata financiamentos, utiliza produtos financeiros e mantém elevados gastos nos cartões de crédito. Em troca, espera atendimento diferenciado, soluções personalizadas e um relacionamento de longo prazo.

Mas uma situação relatada recentemente por um cliente do Itaú Personnalité de Brasília está gerando discussões nas redes sociais e grupos de cartões de crédito.

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Segundo o relato, ao informar que pretendia cancelar seu cartão de crédito, o cliente esperava negociar alternativas, entender possíveis soluções ou ao menos receber uma tentativa de retenção por parte do banco.

O que aconteceu, porém, teria sido justamente o contrário.

Mais de 20 anos de relacionamento

O detalhe que mais chamou a atenção na história é que não se tratava de um cliente recém-chegado ao banco.

Segundo o relato, ele mantinha relacionamento com o Itaú Personnalité há mais de 20 anos, período durante o qual concentrou diversos produtos financeiros e construiu um histórico considerado sólido dentro da instituição.

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Além da longa permanência, o cliente possuía:

  • Mais de duas décadas de relacionamento com o banco;
  • Investimentos relevantes;
  • Financiamento ativo;
  • Renda elevada;
  • Gastos expressivos nos cartões de crédito;
  • Utilização de diversos produtos financeiros.

Para muitos especialistas em relacionamento bancário, clientes com esse perfil costumam representar uma parcela extremamente valiosa da carteira de qualquer gerente.

“Posso ajudar a encerrar a conta também”

De acordo com o relato, ao comunicar sua intenção de cancelar o cartão, o cliente teria recebido uma resposta inesperada.

Em vez de uma negociação ou tentativa de retenção, o gerente teria informado que também poderia auxiliar no encerramento da conta corrente.

A reação foi interpretada pelo correntista como um sinal de desinteresse em manter um relacionamento construído ao longo de mais de duas décadas.

A sensação relatada foi a de estar sendo tratado como apenas mais um número dentro da instituição, apesar do histórico de fidelidade ao banco.

O que mudou no atendimento da alta renda?

O episódio levanta uma discussão importante sobre a evolução do atendimento nos segmentos premium.

Historicamente, bancos investiam fortemente na retenção de clientes de alta renda, principalmente aqueles com relacionamento de longo prazo.

Hoje, muitos correntistas relatam uma percepção diferente.

Com a digitalização dos serviços bancários e a crescente automação dos processos, parte dos clientes afirma sentir uma redução na personalização do atendimento, mesmo em segmentos considerados exclusivos.

O valor de um cliente vai muito além do cartão

Especialistas destacam que a análise de relacionamento não deveria considerar apenas o resultado financeiro de um único produto.

Um cliente de alta renda normalmente movimenta diversas áreas do banco simultaneamente:

  • Investimentos;
  • Crédito imobiliário;
  • Seguros;
  • Previdência;
  • Câmbio;
  • Cartões de crédito;
  • Conta corrente.

Por isso, perder um relacionamento construído ao longo de mais de 20 anos pode representar um impacto muito maior do que aparenta inicialmente.

Concorrência nunca foi tão forte

O mercado financeiro vive atualmente um dos períodos mais competitivos de sua história.

Instituições como BTG Pactual, Santander Private, Bradesco Prime, Inter, C6 Bank e diversas plataformas de investimento disputam diariamente clientes de maior patrimônio.

Nesse cenário, experiências negativas podem acelerar movimentos de migração de investimentos, contas bancárias e cartões de crédito.

O que antes exigia meses de burocracia hoje pode ser resolvido em poucos dias.

A principal reflexão

Independentemente da instituição envolvida, o caso traz uma reflexão importante para o setor financeiro.

Produtos podem ser copiados.

Benefícios podem ser igualados.

Mas a construção de confiança ao longo de mais de 20 anos é algo que leva décadas para ser conquistado e apenas alguns minutos para ser perdido.

Para muitos clientes de alta renda, o episódio reforça uma pergunta que vem ganhando força nos últimos anos:

Os bancos ainda valorizam a fidelidade de longo prazo ou estão cada vez mais focados apenas nos números do presente?

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