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Com mais de 47 mil embalagens analisadas, Compra Segura SC reduz irregularidades em produtos adquiridos pelo Estado

Foto: Divulgação / SECOM

O Programa Compra Segura SC encerrou seu segundo ano de atuação com indicadores que comprovam uma mudança nas compras do Governo do Estado. Ao longo de 2025, fiscais do Instituto de Metrologia do Governo de Santa Catarina (Imetro-SC) analisaram mais de 47 mil embalagens, entre as quais 120 lotes foram submetidos a ensaios em laboratório. O índice de reprovação registrado foi de 12,1% — uma redução significativa quando comparado a 2024, quando as irregularidades superavam os 50%. A queda é resultado da ampla fiscalização e da adequação dos fornecedores às exigências de qualidade. 

O Compra Segura SC atua no combate às fraudes nos produtos, por exemplo, quando são entregues com quantidade inferior à declarada no rótulo.

Para o presidente do Imetro-SC, Alexandre Soratto, os resultados demonstram que a presença do Imetro inibe a concorrência desleal e aumenta a eficiência no uso dos recursos dos catarinenses.  “O aumento da conformidade dos itens recebidos é a evidência do sucesso do Programa. Estamos estancando as perdas decorrentes de erros na quantidade e de baixa qualidade”, avalia Soratto.

Foto: Divulgação / SECOM

A iniciativa do Governo de Santa Catarina integra o Compras SC da Secretaria de Estado da Administração (SEA), coordenado pela Diretoria de Gestão de Licitações e Contratos (DGLC) e é executado pelo Imetro-SC. 

Expansão para o interior

Em 2025, o Imetro-SC realizou mais de 100 ações fiscais e ampliou o alcance do programa em 90%, expandindo a atuação para o interior do estado. A iniciativa agora abrange almoxarifados centrais, escolas agrícolas, colégios militares e unidades prisionais.

Durante a inspeção no almoxarifado da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), ainda em 2025, foram fiscalizados 12 lotes de produtos de higiene e limpeza, totalizando 156 amostras analisadas. Dentre as reprovações está a água sanitária, que teve um lote reprovado por estar com volume inferior ao tolerado. 

Outro produto reprovado foi o colchão. Três lotes apresentaram densidade e dimensões inferiores às declaradas pelos fabricantes. As empresas responsáveis foram autuadas e respondem a processos administrativos, com garantia de ampla defesa.

Foto: Divulgação / SECOM