A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (4) a distribuição de 54 mil alertas direcionados a telefones celulares que possuem histórico de restrições criminais. Trata-se do maior patamar já computado pela iniciativa em levantamentos conduzidos desde o ano de 2022. O objetivo central da medida é enfraquecer o comércio irregular e facilitar a restituição de terminais que foram subtraídos por meio de furtos ou roubos e posteriormente voltaram a funcionar com novos usuários. A campanha de envios ocorrerá de forma contínua ao longo dos meses de novembro e dezembro.
Distribuição regional dos avisos e como funciona o cruzamento de dados
Do montante total de comunicados expedidos, 21,7 mil vão diretamente para endereços situados na capital paulista, enquanto outros 13 mil alcançam moradores da Região Metropolitana de São Paulo. O restante dos avisos foi fatiado estrategicamente entre municípios do interior e do litoral paulista, abrangendo localidades como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Santos, Sorocaba, Presidente Prudente, Piracicaba e Araçatuba.
Para chegar a esses dispositivos, a Polícia Civil paulista realiza o cruzamento automatizado de registros de boletins de ocorrência com informações repassadas pelas prestadoras de serviços de telefonia. A operação conta com suporte integrado da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O que fazer ao receber a mensagem e cuidados com golpes
Cidadãos que receberem o aviso oficial têm o prazo improrrogável de sete dias para comparecer a qualquer unidade da Polícia Civil no estado, portando o telefone em questão e os documentos pessoais exigidos. O atendimento presencial ocorre em regime de plantão, podendo ser realizado inclusive durante os finais de semana. A ausência injustificada pode acarretar o bloqueio definitivo do equipamento, além de potenciais desdobramentos legais por crime de receptação.
“O envio de 54 mil notificações demonstra o alcance que o SP Mobile vem conquistando na identificação de celulares com restrições criminais. Cada aparelho localizado representa uma possibilidade de recuperação e de devolução ao seu verdadeiro proprietário. Nosso trabalho é justamente interromper o ciclo de circulação desses dispositivos no mercado ilegal”, pontuou o delegado Rodolfo Latif Sebba, coordenador do programa.
As autoridades reforçam que as comunicações legítimas trazem a identificação explícita do SP Mobile. Caso o portador tenha receio de fraude, a recomendação é comparecer a uma delegacia física. Vale ressaltar que os órgãos de segurança pública jamais exigem depósitos em dinheiro, taxas, transferências via Pix, tampouco pedem senhas de redes sociais, acessos bancários, contas em nuvem ou códigos enviados por mensagens de texto.
Balanço geral de recuperação de aparelhos
Desde o seu lançamento, somando mais de um ano e quatro meses de funcionamento, o SP Mobile já auxiliou na recuperação de 39,6 mil terminais telefônicos cadastrados como subtraídos. Desse total, 12 mil unidades já foram devolvidas aos donos legais. Historicamente, o projeto já havia disparado mais de 19,8 mil notificações para terminais marcados com restrições policiais antes deste lote recorde.
Com informações de Agência SP.

