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BDMG amplia investimentos em projetos verdes e sedia encontro internacional

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) registrou um avanço significativo no fomento à economia sustentável ao longo de 2026. Entre janeiro e meados de outubro, a instituição destinou R$ 619 milhões para projetos com impacto ambiental positivo, um crescimento expressivo se comparado aos R$ 289 milhões liberados no mesmo período do ano anterior. O recurso contempla tanto o setor público quanto o privado, abrangendo áreas estratégicas como o agronegócio e a modernização industrial.

Encontro internacional em Belo Horizonte

Reforçando seu papel como referência na área, o BDMG sedia, entre os dias 3 e 5 de novembro, o treinamento internacional “Gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos, e aproveitamento de oportunidades de financiamento verde”. A iniciativa é realizada em parceria com o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e conta com a coordenação técnica da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).

O evento reúne 45 representantes de bancos de desenvolvimento da América Latina, incluindo países como Brasil, Argentina, Chile, Equador, El Salvador, Peru e Uruguai. Além disso, participam organismos internacionais como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Fundo de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) e o Caribbean Development Bank (Caribank). O objetivo é debater estratégias de descarbonização e o gerenciamento de riscos sociais e climáticos em operações financeiras.

Impacto prático na economia mineira

Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, o banco adotou uma diretriz clara de oferecer crédito acessível para viabilizar projetos com responsabilidade socioambiental. “Minas Gerais assume o protagonismo neste debate de relevância global. Nas empresas, essas propostas geram maior competitividade aos negócios e, no setor público, trazem um legado de maior qualidade de vida à população”, destacou o executivo.

As linhas de financiamento do banco focam em diversos setores da sustentabilidade, como:

  • Eficiência energética e modernização industrial;
  • Implementação de fontes de energia renováveis;
  • Práticas de agricultura de baixo carbono;
  • Ações voltadas ao enfrentamento de eventos climáticos extremos.

Exemplo de descarbonização

Um dos projetos viabilizados pelo banco envolve a Ecogen Brasil, que instalou uma central de geração de energia renovável a partir de biomassa em uma grande montadora de veículos na região metropolitana de Belo Horizonte. A transição energética, que substituiu o gás natural (fonte fóssil) por biomassa, deve reduzir a emissão de 15 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano, representando uma queda de 85% nas emissões da unidade fabril.

Para o CO-CEO da Ecogen, Julio Yassuhira, o acesso a esse tipo de crédito é um diferencial competitivo. “Por meio da linha BDMG Verde foi possível compatibilizar as condições de financiamento com as características e o horizonte de longo prazo do investimento. Para o modelo de negócios da Ecogen esse tipo de instrumento é relevante pois ajuda a viabilizar soluções de longo prazo aos clientes”, afirmou Yassuhira, ressaltando ainda o impacto positivo na geração de empregos e no estímulo à cadeia produtiva de biomassa de eucalipto em Minas Gerais.

Com informações de Agência Minas.