O Instituto Estadual de Florestas (IEF) marcou presença no Workshop Rede Propagar – Edição 2026, realizado nesta semana em Belo Horizonte. O evento reuniu um grupo qualificado de pesquisadores, profissionais da área ambiental e especialistas de diversas instituições para discutir o futuro da preservação da flora brasileira, com ênfase especial nas espécies nativas situadas no Quadrilátero Ferrífero.
Modernização na gestão ambiental
Durante o painel focado em governança, sustentabilidade e processos de tomada de decisão, o representante do IEF, Fábio de Alcântara Fonseca, apresentou o Sistema Florescer. A ferramenta digital tem como propósito central a modernização e a integração total das ações voltadas para a recomposição e conservação da vegetação nativa em Minas Gerais.
De acordo com Fonseca, a visibilidade da plataforma em um fórum técnico reforça o compromisso do órgão com a troca de saberes. “Nossa participação reforça a importância da integração entre instituições públicas, centros de pesquisa e organizações que atuam na conservação ambiental”, afirmou o representante.
O que o Sistema Florescer oferece
Na prática, o Sistema Florescer funciona como uma central de dados unificada, facilitando o acesso a informações e procedimentos vitais para o meio ambiente. Entre as funcionalidades da plataforma, destacam-se:
- Gestão completa da produção de mudas;
- Gerenciamento de solicitações de fomento florestal;
- Acompanhamento da implantação de projetos de recomposição;
- Monitoramento contínuo das áreas que recebem intervenção.
Impacto para a biodiversidade
A adoção dessa ferramenta representa um passo importante para a qualificação técnica dos processos de gestão estadual. Ao centralizar as informações, o IEF pretende fortalecer as estratégias de conservação da biodiversidade, garantindo que o planejamento e a execução de restaurações ambientais sejam baseados em dados precisos e sistematizados.
O workshop também serviu como um espaço para conectar o rigor da ciência às necessidades práticas da gestão pública. “O encontro também possibilitou aproximar o conhecimento científico das ferramentas e estratégias empregadas na gestão da vegetação nativa, destacando o papel da inovação tecnológica no planejamento, na execução e no acompanhamento das ações de recomposição ambiental”, completou Fábio Fonseca.
Além do sistema apresentado pelo IEF, o evento contou com debates de alto nível técnico sobre temas essenciais para a área, como a identificação molecular de espécies, genética e genômica da conservação, biotecnologia vegetal, cultivo in vitro, conservação ex situ e os protocolos de reintrodução de espécies em seus habitats naturais.
Com informações de Agência Minas.

