A cotonicultura em Minas Gerais vive uma fase de crescimento expressivo, consolidada por políticas públicas voltadas ao setor. Desde a implementação do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas), criado em 2003, o estado registrou um salto de quase 94% na produtividade do algodão em caroço. O índice, que girava em torno de 170 arrobas por hectare no início dos anos 2000, atingiu a marca atual de 330 arrobas por hectare.
Impacto histórico e econômico
A relevância do Proalminas para a economia mineira pode ser observada nos números acumulados entre 2004 e 2025, período em que o programa auxiliou na produção de 871 mil toneladas de algodão em pluma. A iniciativa foi fundamental para a recuperação da atividade no estado, que enfrentou uma crise severa na década de 1990 devido ao ataque da praga conhecida como bicudo do algodoeiro.
Recentemente, na última quinta-feira (5/11), o Governo de Minas deu mais um passo para fortalecer esse mercado ao certificar 34 indústrias têxteis que integram a iniciativa em Belo Horizonte. A medida visa integrar toda a cadeia, garantindo desde o suporte técnico ao produtor até o escoamento industrial.
Benefícios para produtores e indústrias
A política pública, gerida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), equilibra incentivos para os dois lados da cadeia:
- Indústrias: Recebem benefícios fiscais, com a redução da carga tributária do ICMS sobre o produto industrializado ao adquirirem o algodão mineiro.
- Produtores: Contam com a garantia de mercado e um adicional de preço pelo algodão, além de acesso facilitado a inovações tecnológicas e capacitação profissional.
No ciclo 2025/2026, o impacto prático foi o consumo de cerca de 24 mil toneladas de algodão por meio dos acordos de cooperação do programa, o que movimenta a economia regional e gera renda no campo.
Reconhecimento global da qualidade
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou que o cenário atual é resultado de uma parceria estratégica entre o Estado, a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e outros colaboradores. Segundo o gestor, o suporte técnico, tecnológico e administrativo tem elevado a competitividade do produto mineiro no mercado internacional.
A qualidade da fibra é atestada pelo laboratório MinasCotton, uma central de classificação com reconhecimento global viabilizada pelo programa. “São ganhos de produtividade e qualidade que impactam em toda a cadeia produtiva do algodão, revertendo em retorno econômico e renda para os produtores”, concluiu Fernandes.
Com informações de Agência Minas.

