A partir da próxima segunda-feira (9), as Travessias Litorâneas do Estado de São Paulo dão início a uma nova etapa operacional. O sistema passa a ser gerido pela concessionária Acquavias sob um regime de transição que inclui três meses de operação assistida, período em que a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) acompanhará a transferência para garantir a continuidade dos serviços aos passageiros.
Plano de investimentos e modernização
A concessão contempla um contrato de 20 anos com previsão de R$ 2,5 bilhões em investimentos. O plano de modernização é amplo e inclui a introdução de 45 novas embarcações, sendo mais de 40 delas movidas a energia elétrica, reforçando o compromisso com a sustentabilidade. Além da frota, o projeto prevê a construção ou ampliação de 20 terminais, além de centros de controle operacional, novas oficinas e a instalação de sistemas de automação, segurança e cabines automáticas de cobrança.
Impacto para o usuário e transição
Durante a fase de transição, as tarifas e regras de gratuidade permanecem inalteradas. A principal mudança imediata para quem utiliza o sistema é a introdução gradual de novas formas de pagamento, como Pix, além de cartões de débito e crédito, já a partir da próxima segunda-feira. A expectativa é que, com a ampliação da capacidade e a renovação gradual dos equipamentos, os tempos de espera sejam reduzidos, especialmente em períodos de alta temporada.
Contexto e fiscalização
- O sistema atende as regiões da Baixada Santista, Litoral Norte, Litoral Sul, Região Metropolitana de São Paulo e Vale do Paraíba.
- Cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos são transportados anualmente.
- Entre 2023 e 2026, o Estado já investiu aproximadamente R$ 240 milhões na recuperação de embarcações e melhoria da infraestrutura.
- A fiscalização do contrato será de responsabilidade da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Conforme destacado pela secretária da Semil, Natália Resende, a transição é fruto de um trabalho estrutural iniciado pelo Estado para recuperar a capacidade operacional. O objetivo central é assegurar que a mudança de gestão ocorra com responsabilidade, mantendo o foco na qualidade e na agilidade do transporte hidroviário, essencial para a mobilidade cotidiana da população nas regiões costeiras.
Com informações de Agência SP.

